Alguém la na CBF teve essa brilhante ideia...

29/06/2015 16:19

 Cartões e Cartões...

 

    Sou um inocente. Sou daqueles que sempre esperam das pessoas, em posição de mando, ideias que ajudem, que beneficiem a totalidade das pessoas. Nem sempre isso acontece. Sempre acredito na prevalência do bom senso.

    Uma das grandes críticas ao futebol brasileiro sempre foi o alto percentual de tempo em que a bola não rolava, fosse por cera dos jogadores, fosse pelo motivo que fosse. E eu que achava que FIFA determinava alguma coisa no que dissesse respeito às arbitragens.

    Pelo visto, eu estava errado.

    Este ano, justamente com a intenção de se aumentar o tempo de bola em jogo, algum iluminado lá no prédio da CBF, teve uma ideia que, ele e seus iguais, julgou excelente: qualquer tipo de comunicação entre os jogadores e o juiz ser motivo de penalização ao jogador: Cartão Amarelo.

    Perguntou às horas? Cartão Amarelo.

    Perguntou qual a marca do gel usado? Amarelo.

    Mas, brincadeiras à parte, além do já tradicional cartão amarelo por não poder comemorar junto à torcida, o que diga-se de passagem, também de uma estupidez amazônica, como já disse qualquer comunicação resultará também em cartão amarelo  Até porque os novos estádios foram feitos justamente para facilitar o contato entre torcida e jogadores. Agora que essa aproximação foi beneficiada pela arquitetura dos novos estádios, se chegar perto, Cartão Amarelo.

    É bem verdade que aumentou o tempo de bola em jogo, porém o que vemos é uma arbitragem que apita o que quer. Apita aquilo que tem vontade, porque “ai daquele que falar comigo. Se, se atrever a me dirigir a palavra dou amarelo.” São inúmeros os exemplos desta postura de rainha da Inglaterra.     No jogo desta tarde/noite, Inter 1x0 Santos, teve várias marcações do juiz que foram equivocadas, faltas que não ocorreram e que o juiz marcou, amarelos que deveriam ser vermelhos. E os jogadores sem poder reclamar. Agora, um detalhe interessante, os juízes seguem sem punir com severidade a cera, o antijogo. Ah, mas se comemorar com a torcida, toma amarelo, se conversar com o juiz, Amarelo.

     Essa determinação da CBF, se aumentou o tempo de bola em jogo, também fez as “otoridades” decidirem o que é e o que não é falta, ou seja, mais do que a regra, a vontade deles que prevalece.

    Mais uma bola fora da CBF.

 

Abraços,

Ulisses B. dos Santos

@prof_colorado