Análise da Estreia...

19/02/2015 09:33

 

 Torcredor será fundamental daqui pra frente...

    Assistimos a mais uma estreia do Inter em Libertadores. É importante lembrar que esta foi revestida por um aspecto decisivo: a altitude, mais de 3600 metros. Sobre os efeitos da altitude no organismo das pessoas, eu nem preciso gastar linhas e palavras, pois todos aqui já leram ou ouviram a respeito.     Ao mesmo tempo, eu lembro que alguns jogadores sentiram mais que outros estes mesmos efeitos. O meia Anderson foi o caso mais emblemático: saiu aos 35 minutos, “pedindo” ar, literalmente.

    O que ocorreu no jogo foi que a equipe do Inter entrou temendo em excesso a altitude e seus efeitos. A ponto dos jogadores não correrem atrás dos adversários, como se tivessem medo que faltasse ar ali adiante. Em determinado momento, depois do segundo gol, temi pelo pior, temi ser inapelavelmente goleado, e que saíssemos de lá com um saldo excessivamente negativo. Dessa vez parece que, apesar da derrota, os deuses do futebol estavam do nosso lado. Porque? Simples, uma derrota por goleada de, digamos, 5x0 devastaria nosso vestiário e não teríamos tempo hábil para recuperação. Claro, não estou levando em conta a ação do “Sobrenatural de Almeida” (Obrigado, Nelson Rodrigues).

    E veio o segundo tempo e uma reação que me faz crer em um futuro promissor nesta edição do torneio. A forma que os jogadores, liderados por Dalessandro – que pra mim tem crédito de sobra – jogaram o segundo tempo, foi comovente. Cheguei a acreditar numa virada épica (em outras paragens, se ocorresse, seria passível de DVD), pois as atuações de Alisson, Vitinho e Dalessandro foram de encher os olhos. Por outro lado, tenho que dizer que alguns jogadores não justificam sua escalação, pelo menos pra mim e para quem eu converso, e entre estes quero destacar o jogador Aranguiz. Este jogador quando chegou, jogava uma barbaridade, a ponto de substituir D'alessandro na condição de avalista das vitórias coloradas. Tudo isso, antes da Copa do Mundo. Veio a Copa, jogou bem e acreditavam que seria vendido para a Europa. O que não ocorreu. A partir daí, o futebol de Aranguiz começou a sumir, sumir...até que, atualmente, parece jogar no nome. Das duas uma: ou jogou demais pra ser vendido na janela, ou tá numa fase ruim e irá melhorar. Porém, se a bolinha dele for essa, banco nele.

    Eu poderia falar do Nilton, que ainda não mostrou a que veio. Mas, melhor não. Ou já mostrou e não queremos acreditar?

    Mas, digo aos amigos e amigas leitores destas mal escritas linhas: acredito muito na recuperação do Inter nesta fase de grupos. Acredito na força deste grupo de jogadores, na força da torcida, no grito do Estádio Beira-Rio. Temos que amassar os adversários que ousarem pisar em nosso gramado.     Temos que gritar os 90 minutos e transformar o Beira-Rio em caldeirão. O lugar de todo (a) colorado (a) é no Beira-Rio nos três jogos que temos em casa nessa fase de grupo. Se não for na categoria, que seja na raça, na gana. O que importa é vencer e vencer.

#CadaUmÉOnze

Ulisses B. dos Santos, @prof_colorado

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Vamos na garra

Mariana | 19/02/2015

esperamos e acreditamos. Nem acho que foi medo de faltar ar. Muitos jogadores ali nunca tinham jogado nesta altitude, e foram surpreendidos pela sensação de respirar e o ar não ser suficiente. No segundo tempo, conseguiram adaptar-se um pouco. As mudanças foram válidas. Faltou alguém para chutar mais de longa distancia.Otimo texto. Vamos Inter

sobre estréia

Vilmar | 19/02/2015

Bom dia! Parabéns pelo belo texto. Visão clara, correta e que expressa muito do que vimos naquela derrota. Para nós, é um privilégio tê-lo conosco no Inter Ação. Obrigado.

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