A condição anímica foi o diferencial...

23/07/2015 10:31

 

 Faltou alguém com este Espírito...

    Em alguns esportes, como no futebol, existem três resultados possíveis e estes podem ser classificados das mais variadas formas: desde os inesquecíveis até os inexplicáveis.

    Tanto vencer quanto perder é do jogo e só um dos times passará em uma eliminatória. Perder é do jogo, mas perder da forma como aconteceu ontem é inaceitável.

    Meu humor oscila muito de acordo com as derrotas do Inter, sim eu sei que é uma postura infantil, mas fazer o que, se gosto deste esporte desde muito tempo, desde a minha infância? Por mais que tente me distanciar, às vezes descubro que este sentimento é mais forte que eu.  Ao mesmo tempo, tento me manter distante para, talvez, sofrer menos.

    Perder incomoda. Perder como se perdeu ontem, incomoda muito mais.

    Faz algum tempo que percebo muito mais que os noventa minutos de bola rolando de uma partida futebol. Precisávamos de um simples empate, sabíamos que um gol nosso e tudo ficaria mais difícil para o time mexicano.

    Porém o que se viu foi um Inter facilmente dominado pelo Tigres. O jogo foi parelho até o primeiro gol mexicano aos 17 minutos da etapa inicial. A partir da abertura do placar pelos mexicanos a partida parecia definida.  O que se viu foi a pior atuação do Inter na temporada, justamente quando não podia atuar de forma tão desinteressada.

    Assistimos um Inter sem o menor poder de reação, a condição anímica dos grupos de jogadores foi o diferencial para a vitória da equipe norte-americana. Esta condição anímica começou a aparecer na entrada das equipes em campo. Enquanto já víamos o Tigres em fila -jogadores com semblante sério e concentrado- a equipe colorada sequer tinha saído do reservado. A entrada em campo deu-se com parte do time do Inter correndo para emparelhar com os adversários. Antes do início do jogo, enquanto o time do Tigres fazia aquela última reunião dentro do campo, os jogadores colorados estavam cada um no seu lugar. Isto tem nome: chama-se condição anímica, envolvimento com o jogo. Interesse. Costumo reparar nos detalhes que cercam uma partida de futebol. Na partida de ida, semana passada aqui no Beira-Rio, ocorreu o mesmo.

    Outro exemplo da condição anímica pode ser a reação do grupo de jogadores no momento do segundo gol da equipe mexicana. O gol contra, feito pelo jogador Geferson, jovem revelação da base – alguém aí sente, ou sentiu, falta do antigo titular da lateral esquerda? – deveria ser motivo para a chegada dos jogadores mais experientes para dar-lhe apoio moral, pois é o momento em que os verdadeiros líderes aparecem. Mas não foi o que se viu. Apenas o zagueiro Juan chegou para erguer-lhe do gramado. Nada além disso. Mais uma vez, a condição anímica, fazia-se presente.

    Meus amigos, o Tigres ganhava de 3 a 0, tinha a partida sobre controle e definida, mas seguia atacando querendo fazer mais e mais gols. Eles, visivelmente, “tiraram o pé”, como diz no meio futebolístico. Ainda bem, porque senão, não sei que placar estaríamos comentando e vendo estampado nas capas dos jornais.

    É possível dizer que já entramos derrotados em campo.

        Mas, agora é hora de lamber as feridas e retomar o rumo das vitórias, até porque domingo já tem jogo pelo Brasileirão.

 

Ulisses B. dos Santos

@prof_colorado