Mais uma conquista...

28/05/2015 10:10

 Beira Rio Rugiu... 
 

    Em um mês não caiu uma gota de água sequer no solo de Porto Alegre. Na véspera do jogo começou a chover e não era qualquer chuva, era uma chuva quase bíblica.

    O jogo iniciava 1 a 0 contra e a necessidade de vencer sem sofrer gols. Aguirre entrou com uma nova formação, mais uma – para o surto psicótico dos especialistas da mídia local – entre tantas.

    A torcida atendeu ao chamado. Foram 44 mil torcedores presentes.

     Quando eu vejo a sintonia entre time e torcida na atualidade, eu lembro de outros momentos em que isso aconteceu: as libertadores de 2006 e 2010 e a Sulamericana de 2008. O que aconteceu? Bem,  tornou-se História.

    E, este jogo Inter x Santa Fé, entra para o hall daquelas jornadas épicas. Fazer dois ou três gols é do jogo, o problema é quando tu entras com a OBRIGAÇÃO de fazer dois gols e não sofrer nenhum.

    Em outros dois jogos,desta Libertadores, lembro de clima semelhante ao de hoje: a vitória de virada contra o Emelec e o jogo de volta contra o Galo.

    O jogo iniciou 1 a 0, pois o gol de Juan foi ao 2 minutos do primeiro tempo. A partir dai, o jogo foi o que seria: Tenso!

    E, no segundo tempo, depois do adversário perder a cabeça, iniciou uma cera –será que eles achavam que venceriam nos pênaltis? No fim do jogo, aos 43, o gol da classificação: ironia das ironias, de Rafael Moura.

    Algumas coisas a se destacar no time do Inter, as individualidades de Juan, Dourado, Valdívia, Dalessandro e Geferson. Cinco jogadores que formam a espinha dorsal de um time que mostra doação os 90 minutos. O trabalho, e mais do que isso, a liderança de Diego Aguirre sobre o grupo de jogadores. Os 34 jogadores jogam por e para ele.

    Se somos candidatos? Sim, afinal somos um dos quatro semifinalistas, juntos com o Tigres do México e outros dois que ainda não estão definidos. Todos os quatro times da Semi são candidatos ao título.

    E este foi mais um jogo em que eu desenvolvi a técnica de comemorar gols sem gritar, sem fazer barulho. Afinal, esposa e filho já estavam dormindo. Ele deitado do meu lado. São coisas de colorado. Fanático? Ah, sei lá...só sei que torço muito e meu humor está diretamente ligado ao desempenho do Inter em campo. Se vence, fico bem-humorado. Se perde, cuspo marimbondo.

    Saudações Coloradas,

 

Ulisses B. dos Santos.

#CadaUmÉOnze

@prof_colorado