Sobre Diego Aguirre

03/04/2015 15:04

 Aguirre, com o tempo vai se encontando...

 

    Dizem que a vida de Adão e Eva vinham bem até o dia em que a cobra deu-lhes uma bola de futebol. Daí, cada um escolheu um lado, escolheu um time e as discussões deram no que deram. O Juiz os expulsou de campo. Caim e Abel eram dois irmãos suuuper unidos até que...cada um escolheu um time e o bate-boca foi de morte. Literalmente. Esse é poder do futebol. Pode acabar com casamentos, separar irmãos.

    Tudo isso para comentar que sou de um tempo antigo. Aprendi a admirar a seleção de 82 – com Zico, Sócrates, Falcão, Júnior e outros craques e um tal de Valdir Peres – que encantou o mundo mas não venceu. Terá sido nosso “Bi Campeonato Moral”? O primeiro foi em 78 com um futebolzinho que não deixou nenhuma saudade -expressão criada pelo então treinador da seleção, o saudoso Claudio Coutinho. Nesse pouco tempo em que acompanho futebol, aprendi também a comemorar títulos com futebol de resultados. Afinal, se tem algum legado deixado pela dupla Parreira/Zagalo foi esse com a Copa de 94. Apesar de ter um Romário em excelente fase, goleava-se por 1 a 0. E hoje, elogia-se a capacidade daquele time em “achar o resultado”.Evidentemente que este elogio, ocorre por quem viu aquele futebol horroroso ser campeão para quem NÃO viu e acredita em tudo que ouve/lê.

    Hoje em dia, o que move as discussões sobre futebol no Rio Grande do Sul não é se o esquema será este ou aquele, se determinado jogador virá ou sairá do clube, se o juiz que apitará será este ou aquele ou ainda, quais os confrontos das quartas de final. Não, a discussão em curso é “Aguirre vai ou fica?” ou “Quando o Aguirre vai?”

    O Inter, até agora – incluindo o jogo de agora a pouco contra o Ypiranga – tem apenas 2 derrotas no ano: uma para o juventude, 1 a 0, num jogo que tinha TUDO pra terminar empate não fosse a pataquada do nosso goleiro. A outra derrota foi pela Libertadores em um jogo em que enfrentamos, além do time adversário que nem lembro qual foi, a altitude de 3.600 metros. Aquilo lá é desumano, senhores. Desumano. Para dizer o mínimo.

    O time do Inter está a seis partidas invicto no Gauchão e neste tempo todo não tomou gol. Até domingo, estamos líderes. Isso mesmo, vou escrever em caixa alta: LÍDERES.

    É bom que se diga tendo jogado, a maior parte dos jogos, com time RESERVA. Isso mesmo, reserva. Era pra estarmos desdenhando do gauchão, ruralito ou “cafezinho” pra alguns, usando o discurso vazio de “estamos disputando algo mais importante, a Libertadores.” Mas não, o Inter e sua torcida querem sempre ganhar, querem sempre ser campeões. Não é à toa que somos Campeões de Tudo.

    Como se fosse necessário, apresento alguns fatos, que considero irrefutáveis, da campanha de Aguirre: 1) estamos líderes em ambas as competições, 2) Nosso futebol não é o mais vistoso, 3) Sempre conquistamos os resultados necessários.

    Sabem porque reduzi muito a minha audiência nos programas de esportes aqui na Querência Amada? Porque entendo de futebol tanto quanto ou mais do que muitos e o que eu falo/escrevo, faço “de grátis”. Mas, mesmo assim, nos momentos em que leio/ouço representantes mui dignos de nossa imprensa esportiva, lembro do também saudoso Frederico Arnaldo Ballve: “Prefiro jogar mal e vencer do que jogar bem e perder.”

    Sim, como eu disse, o futebol não é vistoso. Mas é de resultados. Parreira e Zagalo nos ensinaram isso. Parece que Aguirre aprendeu da melhor forma. Uma pergunta: o Peñarol de 2011 tinha futebol vistoso?

    E, para terminar: entre um time que dá espetáculo e só e um que joga, com 11 operários, e ergue taças, qual você prefere? Pois é, eu também prefiro aquele que ergue taças.

Até a próxima,

Ulisses B. dos Santos.

@prof_colorado

#FechadoComAguirre